Estudo de Impacto Ambiental (EIA): o que é e como fazer?

estudo de impacto ambiental

Quando as iniciativas de empresas envolvem o uso de recursos naturais ou modificações significativas na paisagem, os riscos ambientais não podem ser ignorados. É nesse cenário que o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) se torna essencial para orientar decisões e garantir o equilíbrio entre desenvolvimento e preservação.

O EIA é um dos principais instrumentos de controle ambiental no Brasil e serve como base técnica para o licenciamento de atividades potencialmente poluidoras ou degradadoras. Sua importância envolve a prevenção de danos ambientais, a proteção contra prejuízos legais e o alinhamento de projetos aos princípios da sustentabilidade.

Ao longo deste conteúdo, entenda o que é um Estudo de Impacto Ambiental, para que serve, quais benefícios traz e como elaborá-lo com eficiência e segurança. Continue a leitura e aprenda.

O que é impacto ambiental?

A Resolução nº 001/1986 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) define o termo como qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente provocada por atividades humanas, capaz de afetar direta ou indiretamente os ecossistemas, os recursos naturais e a qualidade de vida da população.

Além das mudanças no meio físico e biológico, a resolução reconhece como exemplos de impactos ambientais os efeitos diretos ou indiretos sobre a saúde, a segurança e o bem-estar da sociedade. O Conama também considera as interferências nas atividades sociais e econômicas.

Diante desse entendimento, o licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente passa a exigir a apresentação do EIA, para garantir a avaliação prévia dos riscos e a definição de medidas adequadas para prevenir ou reduzir danos.

O que é o Estudo de Impacto Ambiental?

É um documento técnico exigido por lei que avalia, antes da implementação, os efeitos que um projeto pode causar ao meio ambiente. Reúne análises de impactos ambientais, delimitação das áreas de influência, estudos técnicos e planejamento de atividades ou empreendimentos potencialmente causadores de degradação ambiental.

Esse estudo analisa aspectos como: qualidade do ar, solo, água, fauna, flora, paisagem e fatores socioeconômicos. Assim, identifica impactos positivos e negativos, com a proposta de medidas para eliminar, reduzir ou compensar os danos.

O EIA é indispensável no processo de licenciamento ambiental de empreendimentos considerados potencialmente poluidores ou degradadores, como usinas hidrelétricas, obras viárias, mineração, loteamentos e portos.

Além do estudo técnico, o processo exige a elaboração de um Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), que traduz as informações do EIA para uma linguagem acessível à população.

Ainda, compreender o que é o Estudo de Impacto Ambiental envolve reconhecer seu papel como ferramenta preventiva. Sua elaboração permite que empresas e governos tomem decisões embasadas, reduzam riscos legais e promovam o desenvolvimento de forma responsável.

Qual a principal lei do Estudo de Impacto Ambiental?

A Lei nº 6.938/1981, que institui a Política Nacional do Meio Ambiente, estabelece o EIA como instrumento da política ambiental brasileira para atividades potencialmente poluidoras ou degradadoras. Sua aplicação foi posteriormente detalhada pela Resolução Conama nº 001/1986, que detalha critérios, diretrizes e conteúdo mínimo do estudo.

Na prática, cada norma cumpre um papel específico:

  • Lei nº 6.938/1981: cria o EIA como instrumento legal da Política Nacional do Meio Ambiente;
  • Resolução Conama nº 001/1986: operacionaliza o EIA e define como o estudo deve ser elaborado;
  • Resolução Conama nº 237/1997: insere o EIA dentro do processo de licenciamento ambiental e organiza os procedimentos de licenciamento.

Para que serve o estudo prévio de impacto ambiental?

Serve para orientar decisões estratégicas antes do início de um empreendimento, identificar riscos ambientais, antecipar conflitos e garantir conformidade legal. Além de atender exigências regulatórias, o EIA reduz incertezas do empreendedor, evita atrasos no licenciamento e oferece segurança técnica para a continuidade das atividades empresariais.

Segundo a Resolução nº 237/1997 do Conama, uma das principais leis do Estudo de Impacto Ambiental, o EIA deve detalhar as consequências ambientais decorrentes da localização, instalação, operação e ampliação de empreendimentos ou atividades.

Assim, além de cumprir uma exigência legal dos órgãos ambientais, o estudo prévio de impacto ambiental funciona como ferramenta de gestão. Afinal, permite que a empresa analise os efeitos das próprias ações, aprimore o planejamento ambiental e fortaleça a relação com a sociedade, os órgãos ambientais e o meio ambiente.

Agora que você sabe para que serve o Estudo de Impacto Ambiental prévio, continue a leitura para entender sua importância e conferir as principais etapas de sua elaboração.

Qual a importância do Estudo de Impacto Ambiental?

Orienta decisões, antecipa riscos, reduz conflitos sociais e garante conformidade legal no licenciamento. O estudo embasa a definição de medidas mitigadoras, melhora o planejamento do projeto, evita atrasos e sanções, protege recursos naturais e fortalece a credibilidade da empresa perante órgãos ambientais, investidores e comunidades afetadas locais diretamente envolvidas.

Ou seja, o Estudo de Impacto Ambiental serve para que a empresa compreenda, gerencie e minimize os efeitos das atividades sobre o meio ambiente, tome decisões mais responsáveis e viabilize o desenvolvimento de forma segura, transparente e alinhada às exigências legais.

Base técnica para decisões responsáveis no licenciamento

Ao compreender a importância do Estudo de Impacto Ambiental, empresas estruturam projetos com mais previsibilidade e segurança. O EIA fornece dados técnicos que orientam escolhas locacionais, tecnológicas e operacionais, reduz incertezas no licenciamento e apoia decisões alinhadas à legislação, às exigências dos órgãos ambientais e às expectativas da sociedade.

Dessa forma, saber como elaborar um Estudo de Impacto Ambiental de forma técnica e estratégica permite transformar uma exigência legal em vantagem operacional, garantindo decisões mais responsáveis, maior fluidez no licenciamento e sustentabilidade real ao longo de todo o ciclo do projeto.

Quando o Estudo de Impacto Ambiental é exigido?

As empresas são obrigadas a elaborar o EIA quando o empreendimento está sujeito ao licenciamento ambiental e apresenta potencial de causar significativa degradação ao meio ambiente. A legislação determina essa obrigatoriedade para atividades que envolvem grandes intervenções, exploração de recursos naturais ou alterações relevantes no uso do solo.

Na prática, o Estudo de Impacto Ambiental é exigido quando o empreendimento ainda está na fase inicial do planejamento, antes que qualquer obra ou intervenção seja iniciada. Assim, os impactos ambientais são avaliados com antecedência, o que permite definir alternativas mais sustentáveis e a adoção de medidas mitigadoras ainda na concepção do projeto.

A exigência do EIA está diretamente relacionada ao potencial de impacto de determinada atividade.

Por exemplo, empreendimentos que envolvem grandes obras de infraestrutura, exploração de recursos naturais ou alterações significativas no uso do solo costumam ser enquadrados como atividades de significativo impacto ambiental, o que torna o estudo obrigatório.

Principais exemplos de empreendimentos que exigem EIA

A Resolução Conama nº 001/1986 apresenta uma lista exemplificativa de quando o Estudo de Impacto Ambiental é exigido. Entre os principais empreendimentos que necessitam do documento, estão:

  • estradas;
  • ferrovias;
  • oleodutos;
  • barragens;
  • usinas de geração de energia;
  • atividades de mineração;
  • loteamentos urbanos;
  • obras em áreas de preservação permanente.

Ou seja, entender quando o Estudo de Impacto Ambiental é exigido é essencial para evitar atrasos no licenciamento, penalidades legais e danos irreversíveis ao meio ambiente.

Projetos que ignoram essa etapa correm o risco de embargo ou de sofrerem sanções, o que prejudica o cronograma, os custos e a reputação da empresa no mercado.

Vale lembrar que, segundo a Resolução nº 237/1997 do Conama, o EIA é apenas um dos tipos de estudos ambientais previstos na legislação, obrigatório especificamente para empreendimentos com significativo potencial de degradação ambiental.

Existem outros tipos que também podem ser solicitados, conforme o porte e a atividade, como:

  • relatório ambiental;
  • plano e projeto de controle ambiental;
  • relatório ambiental preliminar;
  • diagnóstico ambiental;
  • plano de manejo;
  • plano de recuperação de área degradada;
  • análise preliminar de risco.

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Quais os benefícios do EIA?

Mais que atender à legislação, o EIA gera benefícios estratégicos para as empresas. O estudo previne riscos e não conformidades, torna o licenciamento ambiental mais eficiente, aumenta a previsibilidade e o controle do projeto, qualifica o relacionamento com partes interessadas e fortalece o posicionamento sustentável da organização no mercado.

Confira os principais benefícios que esse estudo pode oferecer!

Prevenção de riscos e não conformidades

Uma das evidências da importância do Estudo de Impacto Ambiental está na capacidade de antecipar impactos ambientais relevantes e viabilizar soluções técnicas para evitá-los, minimizá-los ou compensá-los.

Assim, reduz riscos de infrações legais, embargos, paralisações e multas ambientais. Logo, preserva a continuidade do projeto e a credibilidade da empresa.

Licenciamento ambiental mais eficiente

Com um documento completo e bem-estruturado, elaborado a partir de boas práticas e do entendimento sobre como elaborar um Estudo de Impacto Ambiental, o processo de licenciamento flui com menos exigências complementares dos órgãos ambientais.

Na prática, esse cuidado na elaboração economiza tempo e recursos, reduz gargalos administrativos e acelera a viabilização do empreendimento.

Maior previsibilidade e controle do projeto

O estudo fornece uma base sólida de dados sobre o meio físico, biótico e socioeconômico da área de influência do projeto.

Esse diagnóstico detalhado evidencia a importância do Estudo de Impacto Ambiental ao apoiar o planejamento de prazos, investimentos e medidas de gestão ambiental, com menos incertezas ao longo da execução.

Relacionamento qualificado com partes interessadas

O EIA promove a participação pública e a transparência. Ao mapear os impactos com precisão e utilizar as medidas compensatórias com estratégia, a empresa consegue aumentar a confiança de comunidades, autoridades e stakeholders estratégicos.

Posicionamento sustentável da organização

Adotar o EIA como prática recorrente fortalece a cultura de responsabilidade socioambiental. Ao cumprir corretamente as etapas do Estudo de Impacto Ambiental, a empresa reforça a reputação institucional, demonstra compromisso com critérios ESG e atende às expectativas de investidores, órgãos reguladores e do mercado.

Para entender quem pode elaborar um Estudo de Impacto Ambiental, siga a leitura.

Antes, veja como elaborar o EIA e conheça as etapas essenciais que garantem conformidade legal, consistência técnica e segurança no processo de licenciamento.

Como elaborar o Estudo de Impacto Ambiental?

Sua elaboração envolve um processo técnico e metodológico que exige planejamento, conhecimento multidisciplinar e conformidade legal. Ao entender o que é um Estudo de Impacto Ambiental, o objetivo fica evidente: avaliar, de forma completa, os impactos que um projeto pode gerar no meio ambiente para apoiar decisões responsáveis e seguras.

Quais as etapas do Estudo de Impacto Ambiental?

Para garantir um EIA consistente e tecnicamente robusto, é essencial seguir etapas bem-definidas, que estruturam a análise e dão suporte à tomada de decisão no licenciamento ambiental. O processo envolve:

  1. Diagnóstico ambiental;
  2. Identificação e avaliação dos impactos;
  3. Proposição de medidas mitigadoras;
  4. Análise de alternativas;
  5. Elaboração do RIMA.

A seguir, entenda como aplicar cada etapa na prática.

1. Diagnóstico ambiental

Essa etapa do Estudo de Impacto Ambiental reúne e analisa informações detalhadas sobre os meios:

  • físico (solo, relevo, clima, hidrografia);
  • biótico (fauna, flora, ecossistemas);
  • socioeconômico (população, cultura, uso da terra, infraestrutura).

O diagnóstico deve considerar dados secundários (relatórios, mapas, estudos anteriores) e primários, obtidos por meio de visitas a campo e levantamento técnico.

2. Identificação e avaliação dos impactos

Com base no diagnóstico, é necessário mapear todos os impactos potenciais que o projeto pode gerar nas diferentes fases (implantação, operação e desativação). A avaliação classifica os impactos segundo critérios, como magnitude, duração, reversibilidade e abrangência. Essa etapa do Estudo de Impacto Ambiental é essencial para fundamentar a tomada de decisão ambiental.

3. Proposição de medidas mitigadoras

Para cada impacto negativo relevante, o estudo deve propor soluções técnicas que visem prevenir, minimizar ou compensar os efeitos adversos. Ainda, é preciso desenvolver programas de monitoramento e controle, com indicadores que permitam acompanhar os resultados das medidas implementadas.

4. Análise de alternativas

O EIA também deve apresentar diferentes alternativas locacionais e tecnológicas para o projeto a partir da comparação de cenários com base nos impactos ambientais, sociais e econômicos. Essa análise exige critérios técnicos e reforça a justificativa da opção escolhida, o que evidencia quem pode elaborar um Estudo de Impacto Ambiental de forma qualificada e conforme as exigências legais.

5. Elaboração do RIMA

O Relatório de Impacto Ambiental traduz os resultados do EIA em uma linguagem acessível à população. O documento apresenta os impactos identificados, as medidas propostas e as alternativas consideradas, o que é essencial para a transparência e para a participação pública no processo de licenciamento.

Dessa forma, saber como elaborar o Estudo de Impacto Ambiental garante não apenas a conformidade legal, mas também a viabilidade do empreendimento.

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Quem pode elaborar um Estudo de Impacto Ambiental?

Uma equipe técnica multidisciplinar habilitada. A legislação exige profissionais legalmente registrados em seus conselhos de classe e com experiência comprovada. Além disso, a equipe não pode manter vínculo direto ou indireto com o empreendedor, o que garante imparcialidade, credibilidade técnica e validade jurídica ao estudo entregue aos órgãos ambientais.

Agora que você já sabe quem pode elaborar um Estudo de Impacto Ambiental, o próximo passo envolve garantir organização, rastreabilidade e controle de todas as informações geradas ao longo do processo.

Como a tecnologia apoia a gestão ambiental e os estudos de impacto?

A tecnologia cumpre um papel central na gestão ambiental, especialmente em processos complexos, como o licenciamento e a condução dos estudos. Plataformas digitais permitem centralizar documentos técnicos, versões de estudos, pareceres, prazos e condicionantes em um único ambiente, o que reduz falhas operacionais e aumenta a confiabilidade das informações.

Além disso, sistemas especializados automatizam alertas de prazos legais, organizam as evidências que os órgãos ambientais exigem e facilitam o acompanhamento das etapas do licenciamento.

Essa estrutura melhora a integração entre equipes técnicas, consultorias e gestores, fortalece a tomada de decisão e garante maior controle sobre a execução de estudos ambientais, como o EIA e a AIA, do planejamento à aprovação final.

Ambisis: tecnologia que apoia estudos ambientais e o licenciamento

O software Ambisis atua como uma solução completa para a gestão do licenciamento ambiental e apoia diretamente os estudos necessários desde o planejamento até o acompanhamento das exigências dos órgãos ambientais.

A plataforma centraliza licenças, estudos, condicionantes, documentos técnicos e prazos em um único ambiente, o que reduz falhas de controle e aumenta a precisão das informações.

Com o Ambisis, equipes técnicas importam dados de licenças em poucos cliques, organizam condicionantes em painéis inteligentes, acompanham etapas dos estudos ambientais e definem responsáveis e prazos com praticidade.

Com alertas automáticos, o sistema ajuda a evitar perdas de vencimento, enquanto integrações com órgãos ambientais simplificam a comunicação e o envio de informações.

Além do licenciamento, a solução apoia a gestão de requisitos legais, projetos ambientais, resíduos, checklists de campo e auditorias, o que se traduz em uma base sólida para a execução e o controle de estudos ambientais necessários no licenciamento.

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