Acondicionamento de resíduos: como fazer corretamente?

Acondicionamento de resíduos

O acondicionamento de resíduos é uma etapa essencial para manter a segurança e a organização da gestão ambiental de uma empresa.

Nesse sentido, a escolha do recipiente precisa considerar as características de cada material, pois uma decisão inadequada pode provocar vazamentos, acidentes, contaminações e problemas de conformidade, além de comprometer as etapas seguintes do gerenciamento.

Assim, o gestor precisa conhecer as possíveis soluções para acondicionamento, as regras aplicáveis e os critérios de identificação de cada material. Com escolhas adequadas, a empresa reduz falhas, facilita a coleta e mantém maior controle sobre a operação.

Continue a leitura para entender como funciona o processo e conhecer os principais tipos de recipientes para acondicionamento de resíduos.

O que é acondicionamento de resíduos?

Na gestão de resíduos, acondicionar consiste em dispor esses materiais em recipientes adequados, estanques e compatíveis com suas características, a fim de evitar vazamentos, contato com pessoas e acidentes até a coleta. A medida integra o fluxo de geração, segregação, acondicionamento, armazenamento, transporte e destinação.

Para compreender o que é acondicionamento de resíduos, é importante diferenciá-lo do armazenamento, já que cada etapa tem uma finalidade específica no gerenciamento desses materiais.

Qual a diferença entre acondicionamento e armazenamento de resíduos?

Os conceitos se diferenciam pela finalidade:

  • acondicionamento: corresponde à escolha e ao uso da embalagem ou recipiente adequado para cada material, desde a geração até a coleta;
  • armazenamento: corresponde ao local ou abrigo destinado a manter os recipientes até a coleta, transporte ou próxima etapa do gerenciamento.

A diferença entre acondicionamento e armazenamento de resíduos parece simples, mas ajuda a organizar responsabilidades e procedimentos. Afinal, uma empresa pode escolher corretamente o contêiner e ainda manter falhas no local destinado aos recipientes.

Para conhecer os requisitos específicos do local de guarda temporária, consulte o conteúdo sobre armazenamento temporário de resíduos.

Quais os tipos de recipientes para acondicionamento de resíduos?

A escolha precisa considerar características físicas, químicas, volume, risco e forma de coleta. Conheça as opções:

RecipienteUsos mais comuns
Tambores metálicos ou plásticosLíquidos, pastosos e determinados materiais sólidos compatíveis com o recipiente.
BombonasLíquidos e materiais pastosos, especialmente em volumes menores ou médios.
Big bagsSólidos secos a granel, como materiais recicláveis e determinados resíduos industriais.
ContêineresVolumes maiores e materiais que exigem maior capacidade de acondicionamento.
CaçambasGrandes volumes de resíduos sólidos, especialmente materiais não perigosos e resíduos da construção.
SacosResíduos de serviços de saúde, recicláveis e outros materiais compatíveis com a embalagem.
Coletores rígidosMateriais perfurocortantes, que exigem resistência à punctura e ao vazamento.

A variedade de recipientes exige atenção à compatibilidade com cada tipo de resíduo, considerando suas propriedades e os riscos envolvidos. Essa avaliação é fundamental para garantir a segurança do acondicionamento e das etapas seguintes do gerenciamento. 

Como garantir a compatibilidade entre materiais e recipientes?

A escolha correta considera estado físico, composição química, volume, risco e condições de coleta. Líquidos perigosos, por exemplo, exigem embalagens resistentes e compatíveis com suas propriedades, enquanto materiais recicláveis e perfurocortantes demandam soluções específicas. Além disso, a segregação prévia evita misturas inadequadas e facilita etapas posteriores do gerenciamento da operação.

A partir dessas características, a compatibilidade de um resíduo com o recipiente onde será acondicionado merece atenção especial. A embalagem precisa resistir às propriedades do conteúdo e manter a integridade durante o manuseio e a coleta. Substâncias corrosivas, inflamáveis ou reativas, por exemplo, exigem recipientes compatíveis com cada risco específico.

Além da seleção do recipiente, a operação precisa seguir referências técnicas e requisitos legais específicos.

Quais normas regulam o acondicionamento de resíduos?

As regras variam conforme o material, o risco e a etapa do gerenciamento. A lei nº 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS) estabelece diretrizes gerais para a gestão de resíduos no Brasil, complementadas por normas da ABNT, resoluções do CONAMA e regras sanitárias da Anvisa diretamente aplicáveis.

Conheça as principais referências:

  • ABNT NBR 12235: estabelece requisitos relacionados ao armazenamento de resíduos sólidos perigosos;
  • ABNT NBR 11174: apresenta referências para o armazenamento de resíduos não perigosos;
  • ABNT NBR 13463: trata da classificação da coleta de resíduos sólidos e contempla tipos de acondicionamento;
  • Resolução CONAMA nº 275/2001: estabelece o código de cores para identificação de coletores e transportadores. O padrão inclui azul para papel e papelão, vermelho para plástico, verde para vidro, amarelo para metal, preto para madeira, laranja para perigosos, branco para resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde, roxo para radioativos, marrom para orgânicos e cinza para resíduos gerais não recicláveis ou misturados;
  • RDC Anvisa nº 222/2018: estabelece regras para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, com requisitos específicos para cada grupo de risco.

A aplicação das normas depende do tipo de operação, da classificação do material e das regras ambientais e sanitárias aplicáveis. Desse modo, a equipe precisa avaliar o contexto antes de definir procedimentos internos.

Depois de escolher o recipiente, é essencial identificar o material adequadamente a fim de garantir a segurança do processo. Saiba mais a seguir.

Como identificar e rotular os resíduos acondicionados?

Alguns cuidados facilitam o controle:

  • rotulagem de resíduos: registre tipo, classe, origem, data e principais riscos associados;
  • simbologia: utilize a sinalização de risco aplicável ao material e ao transporte;
  • padronização: mantenha nomes e classificações coerentes em recipientes, inventário de resíduos, documentos e registros;
  • rastreabilidade: relacione cada volume às informações necessárias para acompanhar coleta, transporte e destinação;
  • documentação: mantenha coerência entre identificação, Ficha com Dados de Segurança de Resíduos Químicos (FDSR), inventário e Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR).

Essa identificação também facilita auditorias e fiscalizações, pois permite localizar informações sobre origem, quantidade, risco e destino de cada material. Para o gestor, quanto mais organizada estiver a informação, menor será o tempo gasto para localizar documentos e comprovar procedimentos.

Nesse sentido, a tecnologia pode transformar registros dispersos em uma rotina de controle mais simples, especialmente quando a empresa precisa acompanhar grandes volumes, diferentes geradores, transportadores, MTRs e custos.

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Prepare sua empresa para uma gestão de resíduos mais segura

Uma gestão eficiente não termina com o acondicionamento dos resíduos. O gestor também precisa acompanhar volumes, custos, documentos, MTRs, Certificados de Destinação Final (CDFs), Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), transportadores, destinadores e demais informações relacionadas ao ciclo dos materiais.

Além da rotina operacional, uma organização estruturada facilita auditorias, fiscalizações e até uma due diligence ambiental, pois mantém informações ambientais acessíveis e rastreáveis. Afinal, uma operação sem registros confiáveis pode transformar uma tarefa simples em horas de busca por documentos.

A Ambisis atua como aliada nessa rotina, pois oferece recursos que centralizam informações e automatizam processos da gestão de resíduos. A plataforma permite acompanhar MTRs e CDFs, controlar volumes e custos, organizar documentos e apoiar a execução do PGRS e da Declaração de Atividades Geradoras de Resíduos Sólidos (DARS).

Além disso, a automação e a inteligência artificial reduzem tarefas manuais e ajudam a equipe a identificar informações, acompanhar prazos e manter os processos organizados. Com os dados centralizados, o gestor ganha mais visibilidade sobre resíduos gerados, armazenados, transportados e destinados.

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FAQ

Como acondicionar resíduos de serviços de saúde?

Resíduos de serviços de saúde exigem segregação na fonte e recipientes compatíveis com cada grupo. Conforme a RDC Anvisa 222/2018, resíduos do Grupo A sem tratamento obrigatório devem seguir em saco branco leitoso, enquanto perfurocortantes precisam de recipiente rígido, resistente à punctura, ruptura e vazamento, devidamente identificado e fechado.

Qual o melhor recipiente para resíduo perigoso líquido?

Para materiais perigosos líquidos, o recipiente deve ser compatível com a composição química, resistente a vazamentos e adequado ao transporte e manuseio. A seleção depende das propriedades do conteúdo, como corrosividade, inflamabilidade ou reatividade. Além disso, o recipiente precisa permanecer íntegro, fechado e identificado, para evitar incompatibilidades e exposição.

Quem é responsável pelo acondicionamento até a coleta?

A responsabilidade cabe ao gerador, que deve garantir condições adequadas durante todo o processo. A equipe responsável precisa orientar a segregação, selecionar recipientes compatíveis com o material, identificar os volumes e evitar misturas indevidas. Também, o gerador deve acompanhar a retirada e manter registros necessários.

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