Relatórios ambientais: como elaborar na sua empresa?

Relatórios ambientais

Em um contexto de fiscalização mais ativa, cobrança por transparência e metas ESG cada vez mais presentes na estratégia das empresas, os relatórios ambientais passaram a influenciar decisões. Logo, esses documentos fazem parte do dia a dia de quem responde por licenciamento, condicionantes, auditorias e metas de desempenho.

Mas quando as informações ficam espalhadas, os prazos se acumulam ou os dados não conversam entre si, o risco aumenta, seja em forma de multas, retrabalho ou desgaste com órgãos ambientais.

Nesse contexto, saber como elaborar relatórios ambientais com organização, consistência técnica e visão estratégica tornou-se uma competência indispensável para gestores ambientais e lideranças.

A seguir, veja quais são os principais tipos de relatórios, como estruturá-los na prática e quais ferramentas podem tornar esse processo mais ágil, confiável e alinhado à realidade da sua empresa.

O que são relatórios ambientais?

São documentos técnicos que registram, organizam e apresentam informações sobre impactos, desempenho, conformidade legal e gestão ambiental de uma empresa. Esses relatórios servem para demonstrar atendimento à legislação brasileira, além de monitorar indicadores e comunicar os resultados a órgãos reguladores, investidores e demais partes interessadas.

No Brasil, diversos dispositivos legais exigem ou orientam sua elaboração, como a Lei nº 6.938/1981 (Política Nacional do Meio Ambiente) e as resoluções do Conama, que regulamentam estudos, monitoramentos e condicionantes no licenciamento ambiental.

Quais os tipos de relatórios ambientais?

Entre os exemplos exigidos no Brasil estão o RCA (Relatório de Controle Ambiental), o RIMA (Relatório de Impacto Ambiental), o RADA (Relatório de Avaliação de Desempenho Ambiental), além de relatórios que contribuem para o monitoramento das atividades, o cumprimento de condicionantes, bem como relatórios ESG.

Saiba mais a seguir.

RCA (Relatório de Controle Ambiental)

O Relatório de Controle Ambiental (RCA) é um estudo técnico exigido em processos de licenciamento ambiental para atividades com potencial poluidor que não atingem o nível de impacto ambiental significativo. Em casos de menor complexidade, costuma substituir o EIA/RIMA.

A Resolução CONAMA nº 237/1997, que organiza o licenciamento ambiental no Brasil, permite que o órgão ambiental defina os estudos necessários conforme o porte e o impacto da atividade.

É nesse contexto que o RCA se aplica, pois apresenta diagnóstico ambiental, descrição da atividade, identificação de impactos e medidas de controle. Na prática, demonstra que a empresa avaliou riscos e estruturou ações preventivas antes de operar.

RIMA (Relatório de Impacto Ambiental)

Outro tipo de relatório ambiental é o RIMA (Relatório de Impacto Ambiental), que traduz para linguagem acessível as conclusões do Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Sua exigência está prevista na Lei nº 6.938/1981 (Política Nacional do Meio Ambiente) e detalhada pela Resolução CONAMA nº 001/1986.

Enquanto o EIA reúne análises técnicas aprofundadas, o RIMA garante transparência e participação social no licenciamento de empreendimentos com significativo impacto ambiental.

O documento apresenta alternativas locacionais, impactos positivos e negativos e medidas mitigadoras. Em resumo, o RIMA permite que a sociedade, o Ministério Público e demais interessados compreendam os efeitos do projeto.

RADA (Relatório de Avaliação de Desempenho Ambiental)

O Relatório de Avaliação de Desempenho Ambiental (RADA) funciona como uma prestação de contas técnica ao órgão ambiental. Geralmente é exigido para renovação da Licença de Operação e demonstra se a empresa executou as medidas previstas nos estudos e condicionantes ambientais.

Embora sua exigência varie conforme o estado, o RADA se apoia nos princípios da Lei nº 6.938/1981 e nas regras do licenciamento que a Resolução CONAMA nº 237/1997 estabelece.

O relatório reúne resultados de monitoramentos, indicadores ambientais e comprovações documentais. Para o gestor, representa segurança jurídica e previsibilidade na renovação das licenças.

Relatórios de monitoramento e atendimento de condicionantes

Durante a vigência das licenças ambientais, os órgãos exigem relatórios periódicos que comprovem o cumprimento das condicionantes estabelecidas. A obrigação decorre do próprio processo de licenciamento previsto na Resolução CONAMA nº 237/1997. Esses relatórios incluem monitoramento de qualidade da água, emissões atmosféricas, ruído, resíduos, entre outros parâmetros.

Relatórios ESG

Os relatórios ESG não surgiram de uma única lei brasileira específica, mas ganharam força com normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e padrões internacionais, como GRI e SASB.

Em resumo, consolidam informações ambientais, sociais e de governança. No eixo ambiental, incluem dados de emissões, resíduos, consumo de recursos naturais e gestão de riscos.

Diferentemente dos relatórios regulatórios, dialogam diretamente com investidores e mercado. Quando estruturados com métricas consistentes, fortalecem reputação, ampliam acesso a capital e demonstram maturidade em sustentabilidade.

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Como elaborar relatórios ambientais?

Para garantir conformidade e utilidade estratégica, a empresa deve seguir um processo estruturado:

  1. Defina o objetivo do relatório: identifique se atende licenciamento, auditoria, ESG ou monitoramento interno;
  2. Reúna dados confiáveis: consolide informações técnicas, legais e operacionais atualizadas;
  3. Organize indicadores e evidências: inclua métricas, gráficos, laudos e comprovações;
  4. Analise resultados: destaque desvios, riscos e oportunidades de melhoria;
  5. Revise e valide tecnicamente: assegure coerência, conformidade legal e consistência das informações.

Quais indicadores e dados mais utilizados em relatórios?

Os documentos costumam reunir indicadores que demonstram desempenho, conformidade e controle operacional, como:

  • consumo de recursos naturais: água, energia e matérias-primas;
  • geração e destinação de resíduos: volumes, classificação e rastreabilidade;
  • emissões atmosféricas: gases de efeito estufa e poluentes;
  • atendimento a condicionantes: prazos e comprovações documentais;
  • ocorrências e não conformidades: registros de incidentes e ações corretivas.

Leia também: Automação de relatórios ambientais: o que é + passo a passo

Existem ferramentas para elaboração de relatórios ambientais?

Sim. O software da Ambisis, por exemplo, automatiza coleta, organização e análise de dados e facilita a elaboração de relatórios ambientais com mais precisão e agilidade. Essa solução reduz erros manuais, apoia a padronização de documentos e contribui para a conformidade legal, além de ampliar a rastreabilidade das informações.

Além disso, Ambisis consegue integrar indicadores, requisitos legais e dados operacionais em um único ambiente, o que elimina a dependência de planilhas e sistemas paralelos.

Em resumo, Ambisis centraliza informações ambientais e conecta dados operacionais, indicadores e requisitos legais em uma única plataforma, para transformar registros técnicos em inteligência prática para a tomada de decisão.

Como o software Ambisis auxilia na elaboração de relatórios?

Ambisis transforma a elaboração de relatórios ambientais em um processo automatizado, inteligente e integrado à operação. A plataforma conecta documentos, inspeções, indicadores e requisitos legais em um fluxo contínuo, no qual a inteligência artificial organiza dados, interpreta informações e gera relatórios técnicos com rapidez, consistência e rastreabilidade.

Na prática, com Ambisis sua equipe não precisa mais preencher planilhas e ganha liberdade para trabalhar com informações estruturadas e alinhadas à realidade operacional.

Com o Ambisis, você conta com:

  • dashboard ambiental com interpretação de indicadores: painéis estratégicos nos quais a IA identifica tendências, aponta riscos e explica variações para apoiar decisões com mais segurança;
  • relatórios automáticos com filtros dinâmicos e IA: geração de relatórios personalizados por filtros inteligentes e comandos de texto, o que permite análises rápidas e adaptadas a diferentes demandas;
  • IA que transforma documentos em dados estruturados: leitura de licenças e relatórios, extração de informações, cadastro de condicionantes e organização de evidências sem digitação manual;
  • integração entre operação e monitoramento: conexão entre dados de campo, checklists, gestão de resíduos e licenciamento para garantir coerência dos relatórios gerados;
  • centralização e rastreabilidade para auditorias: registros, MTRs, CDFs e evidências organizados em um único ambiente, com histórico completo e acesso imediato;
  • redução de esforço operacional e padronização: automação de tarefas repetitivas, menos erros e maior tempo da equipe dedicado à análise e estratégia ambiental.

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FAQ

O que é um Relatório Ambiental Simplificado (RAS)?

É um estudo técnico exigido no licenciamento ambiental para atividades com impacto considerado baixo ou moderado. O RAS apresenta diagnóstico da área, descrição do empreendimento, identificação de impactos e medidas de controle. Substitui estudos mais complexos, como o EIA/RIMA, quando o órgão ambiental considera suficiente uma avaliação simplificada.

Qual a diferença entre PCA e RCA?

O PCA (Plano de Controle Ambiental) detalha as medidas de controle, mitigação e monitoramento que a empresa vai executar. Já o RCA (Relatório de Controle Ambiental) descreve a atividade, identifica impactos e justifica tecnicamente essas medidas. Em resumo, o RCA analisa, enquanto o PCA define como controlar.

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